quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os 18 do Forte.

            No dia 5 de Julho desse ano (1922) ficamos surpresos com a ação dos jovens oficiais; pretendendo tirar do poder elites tradicionais, além de esboçar a defesa de princípios modernizadores, refletindo a insatisfação com a organização política e econômica atual. O movimento aconteceu basicamente no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul.

            No Rio, sob o comando do Capitão Euclides Hermes da Fonseca (Presidente do Clube Militar). Dominaram o Forte de Copacabana, e enfrentam a resistência das forças legalistas. Eram 302 combatentes, mas depois que o Ministro da Guerra Pandiá Calógeras, telegrafou ao Forte exigindo a rendição dos rebelados, o Capitão Euclides resolve liberar aqueles que não queriam continuar lutando, e espantosamente 272 se retiram, restam apenas 28.
           
            Euclides Hermes sai do Forte ao encontro do Ministro da Guerra para negociar, mas é preso.Vendo a impossibilidade de acordos. O tenente Siqueira Campos reúne os 28 restantes e decide que irão de encontro às tropas legalistas combatendo.
Recolhendo a Bandeira Nacional e dividindo em 28 pedaços, entregues a cada um dos homens para que as levassem junto ao coração.

            Bravamente grupo começa o avanço pela Avenida Atlântica. Os militares se separam devido a tiroteios, restando 17 militares. A eles se junta o corajoso engenheiro civil Otávio Correia.Na rua Barroso, o grupo é confrontado por tropas em grande número. Com essa desigualdade, só permanecem vivos os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, mas com ferimentos.
            É satisfatório saber que ainda existem heróis !

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O estopim


               Hoje recebi uma noticia muito grave, militares da marinha estariam sendo castigados severamente. De fato não é novidade para ninguém que a marinha tem normas internas tanto quanto degradantes, mas o que fizeram com o marujo Marcelino Rodrigues Menezes foi o estopim para que uma revolta começasse. Ele foi acusado de entrar no encouraçado Minas Gerais portando duas garrafas de pinga, o que de fato não foi confirmado. Como punição Mercelino recebeu 250 chibatadas.
            
                   Indignados com tanto desrespeito e sob liderança de João Candido, os marinheiros se rebelaram. Navios e mais navios foram para a Baía de Guanabara e apontaram seus canhões para o palácio do Catete,sede do governo. Como resultado, o uso da chibata foi extinto e melhores condições de trabalho foram atendidas, entretanto, João Cândido e outros lideres foram presos e julgados.  

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Levante

             Eis então o esperado momento para a revolução na gestão política e econômica do Brasil. Não podemos mais aceitar esse regime que por tanto tempo está fortalecendo as oligarquias.
           
               Mudanças econômicas e socias tem pouco efeito sobre a população pobre que pelo o fato de serem incultos ficam a mercê dos interesses da elite. Nesse caso das oligarquias paulistas e mineiras. Elas fraudam as eleições e reprimem qualquer movimento oposicionista.          
             
               Então é dever das classes militares de média e baixa patente lutar pela renovação da vida social já que somos os únicos capazes de salvar a pátria. Temos o conhecimento e o discernimento necessários pra poder provocar uma mudança significativa.