quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eclosão de 30!





                    Finalmente conseguimos o que queria, e a revolução de 30 eclodiu!
   Para começar, ao invés de as poderosas oligarquias que comandavam o governo ajudarem a população, com políticas socias e darem a devida atenção às classes emergentes, se davam ao luxo de se importarem apenas com suas importações de café. E pagaram um alto preço com a crise de 29, já que não conseguiam manter uma posição política econômica homogênea mediante uma economia incerta e oscilante.
  Diante da crise de 29, o então presidente Washington Luís rompe com a hegemonia da política do “café-com-leite”, pois lança o paulista Júlio Prestes para sucedê-lo. Inconformados com tal atitude, os governos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba formaram a Aliança Liberal, a qual ia de encontro à candidatura de um sucessor paulista. Essa chapa que lançou o gaúcho Getúlio Vargas para a presidência, e o paraibano João Pessoa para vice-presidência, prometiam um conjunto de ideais reformistas, dentre elas: o voto secreto, o desenvolvimento da indústria nacional e uma legislação trabalhista.
*Júlio Prestes assumiu, mas claro que não deixamos nossas desconfianças de lado...E já tínhamos em mente um golpe armado caso fosse necessário.
João Pessoa (vice-presidente de Getúlio Vargas) foi assassinado no dia 26 de julho de 1930... E claro que a indignação tomou conta de todos que eram contra as oligarquias, e não apenas de pessoas envolvidas na política, mas também da população e até militares que nem estavam mais no Brasil, foram "chamados nessa conversa".  Dia 3 de novembro de 1930 os militares passam o poder paras as mãos de Getúlio Vargas, dando um fim à era oligárquica.

A Coluna Miguel Costa Prestes

                           Dominados pelo anseio de modificar a república, para otimizá-la e acabar com as vantagens oligárquicas, surge a Coluna Miguel Costa-Prestes, criada por militares de alta patente, os tenentes, em maioria, defendendo seus interesses. Ainda que não pudessem ser inclusos na classe média, aspiravam mudanças para esse setor social. A Coluna percorreu mais de 25 mil quilômetros a pé, na tentativa de agregar adeptos ao movimento, combater o então presidente Artur Bernardes, e posteriormente, Washignton Luís. Porém, não houve uma grande aceitação da população, trazendo débitos como o exílio de alguns de seus membros na Bolívia. Apesar de não obter o desejado apoio, a Coluna Prestes foi um fator responsável por abalar ainda mais as bases da República Velha, plantando ideias para a Revolução de 30.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os 18 do Forte.

            No dia 5 de Julho desse ano (1922) ficamos surpresos com a ação dos jovens oficiais; pretendendo tirar do poder elites tradicionais, além de esboçar a defesa de princípios modernizadores, refletindo a insatisfação com a organização política e econômica atual. O movimento aconteceu basicamente no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul.

            No Rio, sob o comando do Capitão Euclides Hermes da Fonseca (Presidente do Clube Militar). Dominaram o Forte de Copacabana, e enfrentam a resistência das forças legalistas. Eram 302 combatentes, mas depois que o Ministro da Guerra Pandiá Calógeras, telegrafou ao Forte exigindo a rendição dos rebelados, o Capitão Euclides resolve liberar aqueles que não queriam continuar lutando, e espantosamente 272 se retiram, restam apenas 28.
           
            Euclides Hermes sai do Forte ao encontro do Ministro da Guerra para negociar, mas é preso.Vendo a impossibilidade de acordos. O tenente Siqueira Campos reúne os 28 restantes e decide que irão de encontro às tropas legalistas combatendo.
Recolhendo a Bandeira Nacional e dividindo em 28 pedaços, entregues a cada um dos homens para que as levassem junto ao coração.

            Bravamente grupo começa o avanço pela Avenida Atlântica. Os militares se separam devido a tiroteios, restando 17 militares. A eles se junta o corajoso engenheiro civil Otávio Correia.Na rua Barroso, o grupo é confrontado por tropas em grande número. Com essa desigualdade, só permanecem vivos os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, mas com ferimentos.
            É satisfatório saber que ainda existem heróis !

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O estopim


               Hoje recebi uma noticia muito grave, militares da marinha estariam sendo castigados severamente. De fato não é novidade para ninguém que a marinha tem normas internas tanto quanto degradantes, mas o que fizeram com o marujo Marcelino Rodrigues Menezes foi o estopim para que uma revolta começasse. Ele foi acusado de entrar no encouraçado Minas Gerais portando duas garrafas de pinga, o que de fato não foi confirmado. Como punição Mercelino recebeu 250 chibatadas.
            
                   Indignados com tanto desrespeito e sob liderança de João Candido, os marinheiros se rebelaram. Navios e mais navios foram para a Baía de Guanabara e apontaram seus canhões para o palácio do Catete,sede do governo. Como resultado, o uso da chibata foi extinto e melhores condições de trabalho foram atendidas, entretanto, João Cândido e outros lideres foram presos e julgados.  

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Levante

             Eis então o esperado momento para a revolução na gestão política e econômica do Brasil. Não podemos mais aceitar esse regime que por tanto tempo está fortalecendo as oligarquias.
           
               Mudanças econômicas e socias tem pouco efeito sobre a população pobre que pelo o fato de serem incultos ficam a mercê dos interesses da elite. Nesse caso das oligarquias paulistas e mineiras. Elas fraudam as eleições e reprimem qualquer movimento oposicionista.          
             
               Então é dever das classes militares de média e baixa patente lutar pela renovação da vida social já que somos os únicos capazes de salvar a pátria. Temos o conhecimento e o discernimento necessários pra poder provocar uma mudança significativa.